SEM FRONTEIRAS PARA O UNIVERSO FEMININO


Lindas, delicadas, sensíveis. Além dessas qualidades, as mulheres hoje em dia são batalhadoras e ganham destaque no mercado de trabalho.

Helena Batista de Souza, 43 anos profissão de motorista há 12 anos.
Pode-se considerar que não existe mais nenhum problema em ver mulheres com profissões de motoristas, serviços mecânicos, segurança, chefes de setor ou em construção civil. Funções essas que não impedem ter um toque feminino e que eram exercidas apenas pelo sexo oposto.

Helena. Esse costuma ser o nome das protagonistas das românticas novelas de Manoel Carlos. E esse também é o nome da motorista de caminhão de uma empresa de transporte de resíduos. Apesar de Helena Batista de Souza, de 43 anos, ser a única mulher dentre os trinta e dois motoristas dessa empresa, para ela já é um motivo de orgulho. “Quando estou dirigindo as pessoas na rua se surpreendem ao ver que é uma mulher. Todos acham interessante e me apóiam, inclusive meus colegas de trabalho. Às vezes chego até a ganhar preferência no trânsito, por eu ser uma mulher!” comenta. Segundo o senhor Hamilton Júnior, gerente da empresa: “Eu a contratei pensando na delicadeza ao tratar com o cliente e também em relação a condução cautelosa do veículo e no zelo pelo equipamento. Penso em contratar mais mulheres para o cargo pois elas fazem muita diferença”.

A inserção da mulher no mundo do trabalho se deu início no período das I e II Guerras Mundiais quando os homens iam para as batalhas e as mulheres tinham que passar a assumir os negócios da família. A Guerra acabou e muitos homens morreram, fazendo com que elas assumissem o sustento da casa. Desde então, as mulheres foram se especializando mais e nos dias atuais pode-se dizer que são a preferência nas novas vagas de trabalho.

A novela Fina Estampa, da rede Globo, retrata na personagem “Pereirão” interpretada pela atriz Lília Cabral, a possibilidade de um sexo feminino exercer a função de serviços mecânicos, mas também de ainda existir preconceitos e questionamentos se elas são realmente capazes se fazer o que os homens fazem.
Segundo Elisiana Renata Probst, estudante de Estratégias de Recursos Humanos, “Não há um único gueto masculino que ainda não tenha sido invadido pelas mulheres.”