Lei Maria da Penha: 6 anos de uma conquista feminina

Completa hoje, 7 de agosto, seis anos da atuação da lei Maria da Penha.


Em 2006, o Brasil foi 18º país da América Latina a ter uma lei específica para casos de violência doméstica contra a mulher.  A lei defende as mulheres contra a violência de forma física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Maria da Penha é o nome da cearense biofarmacêutica que foi tentada de morte duas vezes por seu ex-marido.

Maria da Penha hoje é coordenadora do APAVV no Ceará, atua em movimentos em vários movimentos contra a violência e impunidade e ficará na história como uma mulher guerreira e que hoje evita que milhares de outras “Marias” apanhem caladas.


A triste história da cearense Maria da Penha


Em 1983, o professor universitário Marco Antonio Herredia atirou na perna de sua esposa no qual a deixou paraplégica. Na 2ª tentativa  tentou eletrocutar Maria da Penha.
A denúncia só foi feita um ano depois. Herredia foi condenado, na época, a oito anos de prisão mas foi solto. Foi preso novamente em 2002 após o caso chegar à OEA - Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. Ele ficou apenas dois anos preso.


Alguns destaques do que a lei decreta:


 A prisão passou de um para três anos;

Permite que o agressor seja preso em flagrante ou tenha prisão preventiva;

Elimina penas pecuniárias, onde o réu é condenado a pagar pena com cestas básicas ou   multa;

Obriga o agressor a comparecer a programas de recuperação e reeducação;

Medidas para proteger a mulher agredida ou que corra riscos de vida ou agressão;

 A saída do agressor de casa;

A recuperação de todos os bens e o cancelamento de procurações do agressor;

A violência psicológica passa a ser uma violência doméstica;

A mulher pode ficar até seis meses afastada do trabalho sem perder o emprego para manter sua integridade física ou psicológica.

“Essa mulher renasceu das cinzas para se transformar em um símbolo da luta contra a violência doméstica no nosso País”, disse Lula.


Serviço:

Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180


Fontes: G1 e JusBrasil

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